From: JC Couto
Sent: terça-feira, 27 de julho de 2010 13:42
To: JC Couto (Yahoo!)
Subject: Nove
formas mais comuns de ir à falência

Os
nove jeitos mais comuns de ir à falência

Mesmo alguém não gasta mais do que ganha pode perder todo o dinheiro
acumulado durante a vida; veja como

Bolsa: quem não
diversifica carteira ou faz vendas a descoberto pode quebrar.

São Paulo – Gastar
mais do que ganha é o motivo número 1 a levar as pessoas à ruína financeira.
Quem faz isso por períodos prolongados de tempo algum dia ficará sem dinheiro –
e a regra vale tanto para quem ganha um salário mínimo quanto para quem fatura
milhões. Mas a verdade que há muitos outros jeitos de quebrar. Veja abaixo uma
lista elaborada pelo site Investopedia.com com as nove formas mais comuns de ir
à falência:

1 –
Ter diversos cartões de crédito:
Uma das principais causas de endividamento
excessivo dos consumidores é o abuso com o cartão. As vantagens de ter um
plástico na carteira são imensas. Prazos de até 40 dias para pagar as contas,
possibilidade de parcelar compras sem juros e facilidades para a compra de
ingressos estão entre as principais. É justamente com o objetivo de obter
descontos e facilidades exclusivas para portadores que muita gente decide
contratar diversos cartões. Esse, no entanto, é um atalho para a falência. Ter
diversos cartões pode levá-lo a comprar bens e contratar serviços que não
estariam a sua disposição caso você tivesse apenas um cartão. Além disso, ao
contratar diversos cartões, você passará a receber várias faturas diferentes.
Dessa forma, será muito mais fácil perder o controle do volume total de gastos
(clique aqui e veja a melhor forma de usar o
cartão de crédito).

2 –
Pagar dívidas com o cartão de crédito:
Muita gente que se endivida demais
em breve se vê obrigado a usar o crédito rotativo do cartão ou o limite do
cheque especial para não ficar inadimplente. Essa é, no entanto, a pior decisão
que uma pessoa pode tomar. Se uma dívida se tornou impagável, muito
provavelmente não serão essas duas linhas de crédito que vão tirar o devedor do
sufoco, Principalmente considerando que ambas cobram juros próximos a 10% ao
mês. Então só troque uma dívida por outra caso a nova taxa seja inferior à
atual.

3 –
Comprar uma casa grande demais ou diversos imóveis:
Ao escolher uma casa
para viver, saiba quem não necessariamente a maior é a melhor. As prestações do
crédito imobiliário, os impostos sobre a propriedade, despesas com manutenção e
gastos com serviços públicos vão comprometer boa parte o orçamento mensal de
uma família. Além disso, há sistemas de amortização do financiamento
imobiliário – como a tabela Price – que preveem prestações crescentes ao longo
do tempo. Essas armadilhas levam muita gente a perder o controle sobre a dívida
– e acabar com a casa retomada pelo banco perdendo boa parte do dinheiro já
desembolsado. Ter mania de grandeza na hora de escolher imóveis já levou até
mesmo milionários à falência. Entre eles, estão o cantor Michael Jackson ou o
ator americano Nicolas Cage ( clique aqui e conheça os erros de Cage).

4 –
Colocar todos os ovos em uma cesta só:
Investir todo o dinheiro em uma
única aplicação de risco – seja uma empresa da bolsa, um negócio ou um imóvel –
é um dos principais motivos para a ruína das pessoas. Se todo seu portfólio de
investimentos está concentrados em ações de empresas aéreas, por exemplo, uma
eventual greve de aeronautas pode lhe causar um enorme prejuízo. Portanto, é
recomendável sempre diversificar a carteira de investimentos como forma de
mitigar os riscos. E não adianta distribuir o dinheiro entre ações da Petrobras,
Vale e siderúrgicas. Se a economia global continuar a passar por maus bocados,
todas as empresas produtoras de commodities tendem a ser bem prejudicadas. Uma
diversificação bem-feita tem que levar em consideração esse tipo de risco
específico de cada ação. Um jeito inteligente de diversificar o portfólio
acessível mesmo para investidores inexperientes inclui a compra de fundos de
índices de ações ( clique aqui e entenda como funcionam esses
investimentos).

5 –
Viver sem uma reserva para emergências:
Alguém que gasta todo o dinheiro que
ganha vive de uma forma tão arriscada quanto praticantes de esportes radicais.
Se algum dia essa pessoa perder o emprego ou a fonte de renda, poderá ficar
também sem o imóvel que ainda não foi quitado e terá de aprender a conviver com
uma súbita e drástica redução no padrão de vida. Em geral, especialistas em
finanças pessoais recomendam que as pessoas guardem o equivalente a três a seis
meses o valor da renda mensal para eventuais emergências. Caso a pessoa tenha
uma renda mais inconstante – como freelancers, consultores ou artistas, por
exemplo – é necessário constituir uma reserva ainda maior para os períodos de
vacas magras.

6 –
Ignorar a possibilidade de furto de seus dados pessoais:
Nos Estados Unidos, cerca de 10 milhões de
pessoas têm informações pessoais roubadas a cada ano. Esses dados podem ser
utilizados para sacar todo o dinheiro que você guarda no banco, para tomada de
empréstimos em seu nome ou para a realização de pagamentos eletrônicos. Não
digitar senhas e outras informações importantes em computadores de terceiros,
evitar incluir dados pessoais em falsos e-mails de empresas quee solicitam seu
recadastramento e não abrir arquivos executáveis que eventualmente chegam a sua
caixa de mensagens são alguns dos cuidados a serem tomados ( clique aqui e veja como evitar o furto de
senhas e a clonagem de seu cartão).

7 –
Divorciar-se:
Separar-se
do cônjuge, para muita gente, implica em abrir mão de metade dos bens
acumulados durante a vida (em caso de comunhão total de bens) ou após o
casamento (em caso de comunhão parcial). Se você não quer ter prejuízo
financeiro em caso de fracasso no matrimônio, é necessário estabelecer em um
contrato antenupcial o regime de separação dos bens. Nesse caso, o outro
cônjuge só terá direito a reclamar parte de seus bens caso você morra. Se
houver divórcio, o regime de separação de bens garantirá a integridade de seu
patrimônio. Segundo a atual jurisprudência, haverá divisão de bens apenas na
hipótese de casamentos que duram várias décadas e quando um dos cônjuges
comprova passar por um momento de dificuldades financeiras. Nesse caso, a
Justiça poderá decidir que você deve ajudá-lo.

8 –
Fugir das dificuldades financeiras:
Se suas dívidas começam a aumentar,
muitas delas deixam de ser pagas e alguma empresa ou banco que lhe concedeu crédito
tenta entrar em contato, não é hora de fugir. O melhor a fazer é explicar a
situação financeira em que você se encontra, expor os motivos que o levaram à
inadimplência e tentar renegociar parte dos débitos. Muitas vezes será possível
conseguir a redução dos juros ou o alongamento dos prazos de pagamentos, o que
poderá lhe dar tempo para organizar as finanças.

9 –
Adotar estratégias arriscadas na bolsa:
Na crise de 2008, muita gente ganhou
dinheiro ao apostar na queda das ações. O que esses investidores faziam era
alugar ações de outros e as vender imediatamente com a expectativa de
recomprá-las por um preço menor no futuro – com lucro. O problema é que essas
operações – conhecidas como short-selling nos Estados Unidos e venda a
descoberto no Brasil – costumam ter uma relação entre risco e retorno
desproporcional. Ao comprar uma ação e apostar em sua alta, o máximo de
dinheiro que alguém vai perder é o do próprio valor do papel. No entanto, nas
vendas a descoberto, não há limites de perda, já que a ação pode subir
indefinidamente. O melhor jeito de evitar o risco de quebrar com o operações de
short-selling é não fazê-las.

JC Couto
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